24.9.08

Linha.

S- Sem menos, a toda hora surgia me na memória.
A- As fotos coloridas trazem à memória outro dia.
U- Um sonho fantástico, sentia seu abraço.
D- De todos os sentimentos de saudades, não aguento.
A- A solidão de não a ter entre meus braços me acabo.
D- Disso não se discute, fui ver suas fotos no orkut.
E- Emails antigos arquivados me trouxeram seu sorriso amado.
S- Sem muitas explicações essa dor é maior que meu coração.

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8.9.08

pílulas de texto: Um dia de chuva

Um dia de chuva.
São sete horas da manhã, acabo de ser despertado, pelo radiorádio- que eu havia programado na noite anterior, . Fico imóvel ouvindo a música que toca e não me deixa dormir, depois de alguns instantes escutando um antigo bolero, percebo que chove lá fora, imediatamente sinto-me angustiado, sem saber o por que exatamente, mas na certa é por ter que me obrigar a sair de guarda-chuva pulando poças de água pela rua depois de um profundo descanso. Olho para a janela e logo noto que lá fora está escuro, imagino o pior dia possível, isso me deprime profundamente, sinto-me com uma preguiça gigantesca e pior ainda, lembro de um dia repletos de tarefas e obrigações. Levanto-me e vou tomar o meu café, chegando na cozinha olho para o relógio e vejo que o tempo está passando aceleradamente, então tomo o café rapidamente e vou trocar de roupa, enquanto faço isso fico atento olhando para o relógio e cronometrando tudo, apronto-me, pego meu guarda- chuva saio de casa e não fico espantado de ver uma rua deserta e o amanhecer todo escuro e cinza, procuro não me deprimir com isso e vou em direção ao ponto de ônibus, . Chegando lá encontro outras pessoas cobertas e protegidas como eu, e que parecem estar ali há muito tempo. Talvez o ônibus demore por causa de algum alagamento no meio do trajeto, mas tenho de continuar ali em pé de baixo do guarda- chuva, não tem escapatória, tenho de trabalhar, por alguns instantes fico imaginando que dia que terei pela frente, sabendo que encontrarei muitos dos meus amigos angustiados como eu só porque esta chovendo, mas vou me preparando para encontrá-los, tenho a impressão que vai chover o dia inteiro, espero que no dia de hoje me contem pelo menos uma piadinha, pois do jeito que esta este clima não sei se vou agüentar.

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Pílulas de texto: Um dia de sol

Um dia de sol.
Acordo de manhã muito animado. E a causa é o grande barulho que os pássaros fazem fora de casa, em uma árvore que fica próximo do meu quarto, . aos Aos poucos vou percebendo outros sons, como latidos e vozes de crianças. Vejo a luz que entra pela janela e anuncia um dia ensolarado, sinto, não sei por quê, um grande entusiasmo. Rapidamente saio debaixo das cobertas e vou tirando o pijama escutando todos os ruídos e pensando em quanto um dia de sol poderia ser vantajoso. Ligo o rádio e vasculho entre as transmissoras uma música, parece que todas caem bem, e isso faz hoje ser um dia especial. Rapidamente coloquei a roupa, estou desperto completamente, vou tomar um café que sinto ser preciso ser reforçado. Enquanto tomo café faço algumas reflexões de como posso empregar todo o meu entusiasmo no trabalho, pois não é todo dia que estou tão cheio de energia. Tenho um agradável pressentimento que hoje é um dia de grandes realizações. Agora estou saindo para ir ao trabalho, fecho a casa enquanto observo um grupo de crianças brincando na rua, jogam futebol com uma velha bola furada, e simplesmente com isso, divertem-se. Agora ando pela rua, e junto comigo caminham outras pessoas que parecem estarem felizes, muitos carregam jornais e outros o pão e leite. Vou para o ponto de ônibus e fico esperando com outras pessoas, todos nos tomando sol sem medo porque ainda e é cedo. Nada como uma manhã de sol para constatar que pessoas felizes, uma dia vão mudar a o rumo desta cidade.

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22.7.08

pilúlas de texto: O contorno

Tenho tudo nas mãos, noites de luz farta, as derrotas são esquecidas pela luminosidade. O medo vai se dissolvendo em seus braços, nem o universo é maior do que ela, mas o planeta ainda é um ponto no espaço, o quê ousaria num momento desses um abraço mais quente? Que estranha luz mistura-se ao luar, também quente que me faz devagar. Quando mais brilha, mas me faz seu prisioneiro talvez os momentos de silêncio me faça seu companheiro.
Sinto-me corrompendo esse amor Cúmplice e do silêncio e dessa maldita dor.
Por mais que ela me conheça, faça carinhos e agrados, me sinto culpado. Mas não a torno presente
Olho na sua tatuagem no braço direito, como prá despistar e ganhar tempo.
Reprovo seu sorriso e acho inoportuno.
Sorri pela outra no escuro.
Não quero levá-la às lagrimas.
Um pequeno deslize tudo estraga.
E como se fosse um pensamento.
Mas vem de fora pra dentro.
Ninguém pode me ajudar nesse instante,ah, se o luar fosse mais distante.

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14.4.08

pilulas de texto:Luizinho lembrando-se de sua primeira namorada.

Sentado em frente ao televisor Luizinho escuta o nome de sua primeira namorada, foi o bastante para relembrar aqueles momentos até hoje inesquecíveis, quando tudo estava misturado a uma grande curiosidade, principalmente em relação ao sexo, esta garota morava em sua rua, e a conhecia desde a mais tenra idade, brincavam juntos quando pequeninos até que chegou um momento que não podiam mais esconderem as afinidades, nestes tempos ele não sabia como se declarar a garota, mas não tinha jeito estavam cada dia mais juntos era inevitável que a qualquer momento eles definissem tudo aquilo que pairava no ar. Foi numa noite na frente da casa da Claudia, esse era o nome dela, onde todos os jovens se reuniam que Luizinho chegou junto dela e chamou-a para uma conversa particular, ele estava numa grande expectativa, mas como ela atendeu amavelmente ele então resolveu fazer o pedido de namoro, ele já tinha dado todos os tipos de indiretas possíveis até o fato era comentado pelos amigos e neste momento ele só esperava a resposta ansiosamente e foi com um caloroso beijo na boca que ela disse sim, naquele momento ele não esperava que ela fosse tão direta, e foi neste beijo mesmo que ele percebeu que a garota queria algo mais, pois ela o apertava muito, fazia movimentos alucinantes com a língua dentro de sua boca, esse beijo só foi parar quando a garotada que estava observando começou a aplaudir com entusiasmo, quando acabou ele ficou satisfeito e claro, mas um pouco assustado com o significado que a garota queria dar, não voltaram para a companhia dos amigos ficaram meio isolados e continuaram nos abraços e beijos isso por pelo menos umas duas horas, ele tentava disfarçar porque sabia que tinha alguns amigos olhando, mas não podia esconder os desejos da garota que parecia estar passando por uma revolução hormonal, o tempo ia passando e os companheiros iam embora, e os dois ficavam cada vez mais a vontade, e não perdiam tempo, Claudia já sentia seus peitos serem acariciados, ela mesmo havia insinuado isso a Luizinho, pegando suas mãos e mostrando o lugar do seu desejo, passado algum tempo estavam os dois curtindo a maior intimidade, seus amigos já tinham ido todos para casa, e continuavam trocando caricias na rua deserta, nessas alturas Luizinho colocava sua mão muito delicadamente por dentro da calça da garota e sentia suas mãos sobre os pelos úmidos, para ele era a maior aventura que poderia ter acontecido, e ela ajudava com suas mãos a encontrar o lugar onde ele poderia penetrar os dedos, o que ele pretendia mas não estava conseguindo, falavam mais de como conseguir seus objetivos, ela passava a mão na sua calça, e sentia o seu pau quase estourando de tão duro, foi ai que ela propôs de entrarem um pouco na sua casa, pois seus pais iam chegar bem mais tarde e poderiam ficar os dois a sos, e escutarem um pouquinho de musica na sua sala, ela mostrou as chaves, e Luizinho mesmo com um pouco de receio não se conteve acompanhou a garota e em instantes estavam no sofá a musica tocava e os dois rapidamente estavam deitado um sobre o outro, ela tentava tirar a roupa de Luizinho, numa atitude quase selvagem e ele estava gostando da determinação da garota, foi uma experiência inesquecível para o garoto, sentia-se realizado ao ver as roupas intimas de Claudia, via que estava chegando o grande momento, estava tudo jogado no chão, calças camisetas, tênis, perdido na meia luz da sala, agora só restava ao casal ficar verdadeiramente nus , e foi o que aconteceu Luizinho fez questão de tirar o sutiem da garota, foi quando ela mostrou a Luizinho a camisinha que ela tinha nas mãos, ele olhou com ar de aprovação, e sabia o que fazer, já que a garota estava deitada no sofá totalmente nua, era gloria geral, se não fosse uma luz que invadisse a sala pela janela, Luizinho não sabia mas eram os pais que chegavam e ele já estava com meio pau coberto com a camisinha quando começou a correria.

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4.3.08

"A Arte do pixel"

Eu contemplo à muito tempo a imagem urbana, as grandes cidades, os pontos turísticos, gosto das cores fortes, principalmente o vermelho, o verde e amarelo, e também gosto de mandalas em minhas obras porque aumentam ainda mas o significado dos lugares conhecidos, no desenho de recorte uso retículas quadriculadas e também pequenas circunferências que sobrepostas dão um efeito óptico de movimento, assim transporto os observadores a outros objetos da obra, gosto de plotar em vidros porque o trabalho fica mais definido, mas também gosto de acetatos e acrílicos que deixam a observação mais leve. Desde o momento em que começo o desenho no computador, preocupo-me a dar uma aparência artesanal como se fossem cortados por estiletes os filmes, acho que isso fica mais claro quando são feitos sobre telas. Muitos pontos turísticos no meu trabalho são mais conhecidos que os brasileiros, então, muitas vezes, carrego um pouco mais no verde e amarelo, costumo mostrar linhas arquitetônicas sem muitos detalhes mas de maneira refinada, isso eu acho uma influência pop, principalmente com as mandalas indicando modernidade e harmonia. No processo de criação, começo com a parte arquitetônica depois os preenchimentos e finalmente faço as mandalas que ajudam o observador a interpretar a obra, sempre usando o recurso da sobreposição de linhas que é muito facilitado pelos recursos que eu disponho

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15.1.08

Pílulas de texto:Um homem, solitário, no topo de uma montanha observando a cidade lá embaixo.

O que tem de nobre estar em cima desta montanha olhando a cidade que pulsa la embaixo, perdida em infinitas luzes, ruas prédios, torres e avenidas em que circulam milhares de automóveis. Se não fosse esta chuva que está para cair, eu ficaria na minha simplicidade, desdobrando esse imenso plástico que no futuro irá me abrigar na escuridão. Sei que vai ser um mergulho, já estou esperando esta chuva há muito tempo, poderia estar debaixo de um viaduto qualquer, mas não agüento ficar com aquela gente que só pensa em milhões de dólares, quero ficar escutando esta água cair sobre o plástico na minha pobre solidão. Agora escuto os trovões que devem estar assustando a cidade inteira, iluminam a minha covardia por estar exposto aos raios nesta grande altura em que me encontro, como poderia me encontrar não sei, mas os pingos de chuva já se somam ao barulho do plástico em movimento. Se isso fosse à minha terra não me preocuparia com nada, simplesmente guardaria essas luzinhas lá de baixo para amanhã semeá-las no chão úmido e fértil.

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